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FAQs

Os relógios da A. Lange & Söhne têm sempre o dia 25 nas janelas da data e os ponteiros marcam sempre 1h50. Porquê?

Primeiramente, porque a data entre 1 e 24 poderia dar azo a confusão, já que alguns relógios são dotados de um segundo fuso horário; por isso, convém mostrar um número superior a 24 – ou seja, entre 25 e 31. Depois, a primeira apresentação da nova linha Lange & Söhne foi efectuada a 24 de Outubro de 1994, numa concorrida conferência de imprensa internacional cuja repercussão mediática foi extremamente visível no dia seguinte (25 de Outubro). E esteticamente é mais atractiva uma data com dois algarismos, já que do dia 1 ao 9 a janela da data à esquerda ficaria em branco. Quanto aos ponteiros das horas e dos minutos, quando marcam 1h50 tornam igualmente o mostrador mais atraente: não só ‘aconchegam’ o logotipo como também representam um sorriso…

Os relógios Automáticos também devem receber corda manualmente através da coroa?

Todos os relógios mecânicos – de corda manual ou automática – devem estar sempre a trabalhar, uma vez que o funcionamento contínuo permite ao mecanismo criar a sua própria rotina e impede que os óleos sequem. Para evitar a paragem, os relógios de corda manual devem receber corda diariamente (de preferência, sensivelmente à mesma hora do dia) e os automáticos devem ser utilizados do pulso para que o movimento faça com que o rotor vá fornecendo corda ao mecanismo. No entanto, se um relógio automático não for utilizado durante algum tempo irá parar (geralmente, a reserva de marcha anda à volta de 40 horas); para impedir que isso aconteça, pode dar-se manualmente corda através da coroa como se fosse um modelo de corda manual ou até utilizar um moinho (dispositivo que faz relógios automáticos rodar para os manter em funcionamento). E se um relógio automático está parado, deve dar-se corda rodando manualmente a coroa cerca de 20 vezes e nunca sacudi-lo vigorosamente.

As Pérolas Barrocas são naturais?

A palavra “barroca” diz apenas respeito à forma irregular, não simétrica, da pérola e é independente da sua natureza. Não obstante ser comum ocorrem estas formas irregulares nas pérolas naturais, também as há, e abundantes, quando de cultura.

Um Cronógrafo pode ser Cronómetro?

O cronógrafo é um relógio com uma função adicional que permite a contagem de medidas de tempo com princípio e fim, dispondo para esse fim de totalizadores e ponteiros suplementares. O cronómetro é um relógio dotado de um mecanismo que recebeu um certificado após ter passado uma bateria de testes de precisão ministrados pelo COSC (Controlo Oficial Suíço dos Cronómetros); pode ser um relógio simples (horas, minutos, segundos) ou um cronógrafo.

O que é um Calibre?

Termo técnico que designa a forma, o tamanho ou a especificidade de um mecanismo relojoeiro. Os calibres podem ser de corda manual ou de corda automática, redondos ou de forma. Antigamente, o diâmetro de um calibre era expresso em linhas, com uma linha a equivaler a 2,256 milímetros.

Que devemos considerar relativamente à Coroa do relógio?

É o botão principal geralmente, colocado de modo lateral no lado direito da caixa de um relógio. Tem por funções dar corda (bastando um movimento de rotação manual), acertar os ponteiros e o calendário (sendo necessário puxar a coroa para fora de modo a poder efectuar as operações de ajuste). Muitos relógios têm um sistema de rosca para a coroa de modo a garantir maiores níveis de estanquicidade, sendo necessário desaparafusá-la para a poder manejar. As coroas têm geralmente o logotipo da marca em relevo e no caso de serem decoradas com uma pedra (preciosa ou semi-preciosa) são designadas por cabochon.

O Cabochon, tal como surge nas coroa dos relógios, é uma pedra?

Em português cabução, não corresponde a uma pedra, mas sim a um estilo de lapidação onde a pedra é polida com uma superfície côncava, tendo contornos variados (e.g. redondo, oval, pêro, coração). Em relojoaria, os cabuchões engastados nas coroas costumam ser safiras contorno redondo.

Existe uma pedra de Cor para cada curso superior?

Do ponto de vista da representação das diversas Faculdades e seus variados cursos existem algumas cores, mais do que pedras específicas, que são tradicionalmente utilizadas. Assim, por exemplo, para Direito usa-se o vermelho, para Letras o azul-escuro, para Ciências o azul claro, para Farmácia o roxo e, finalmente, para Medicina o amarelo. A escolha das gemas dentro de uma mesma cor será, pois, dependente do gosto e da carteira do licenciado, havendo possibilidades quer em pedras sintéticas como em gemas naturais de primeira água.

Diamante ou brilhante?

Ainda se utiliza muito a palavra brilhante como sinónimo de diamante, o que, em bom rigor, não é correcto – ainda que tal expressão esteja integrada na gíria dos profissionais. Num contexto meramente comercial ou informal, poder-se-á chamar ‘brilhante’ a um diamante lapidado. Todavia, ‘brilhante’ é o nome de um estilo de lapidação que não é exclusivo do diamante, não obstante ter sido desenvolvido para esse fim, sendo muito comum ver safiras azuis, rosas e amarelas de pequenas dimensões lapidadas em talhe brilhante redondo, assim como uma grande variedade de pedras sintéticas que imitam diamante (p. ex. zircónia e moissanite sintética), entre outros materiais gemológicos. Assim, o rigoroso será referirmo-nos a um diamante lapidado simplesmente como ‘diamante’ (o verdadeiro nome deste mineral com qualidade gemológica) seguido do nome e forma do seu estilo de lapidação, tal como, por exemplo, ‘diamante em talhe brilhante redondo’, ‘diamante em talhe brilhante oval’, ‘diamante em talhe princesa’, etc.
Concluindo: ‘diamante’ é o nome do material gemológico (lapidado ou não; com qualidade gemológica ou não: lembremo-nos dos diamantes com aplicação industrial) e ‘brilhante’ é apenas o nome de um estilo de lapidação que não é de todo exclusivo do diamante.

O que se entende por Gema na Joalharia?

Gema é todo o material natural e inorgânico cujas beleza, raridade e durabilidade o tornam aplicável em joalharia, ou apto para uso pessoal da ornamentação. Dever-se-ão excluir desta definição os metais nobres, materiais artificiais, bem como outros materiais, tais como, os plásticos, as madeiras e outros que são utilizados com bastante freguência na chamada joalharia de autor. O teemo gema deriva do latim gemma e, segundo o dicionário Etimológico da língua Portuguesa de J. P. Machado (1967), foi identificado pela primeira vez em português com o significado de pedra preciosa no canto VII dos Lusíadas, de Luis de Camões.

O que caracteriza um mostrador Guilloché?

É um termo francófono utilizado para caracterizar a decoração de certos mostradores; a aplicação de formas geométricas entrelaçadas em relevo numa superfície metálica é efectuada através de um utensílio específico.

O que é a visibilidade Luminescente dos algarismos, ponteiros e pontos dos mostradores de relógios que brilham na escuridão?

O composto luminescente, pode ser de Tritium ou LumiNova – sendo que novas regulamentações proibiram recentemente a utilização do Tritium. O Tritium era misturado com pintura luminescente: o que é luminescente precisa de uma fonte de energia para brilhar e a radioactividade do Tritium proporciona essa energia, mas não existe razão para alarme porque é apenas um emissor Beta e o nível de radioactividade é tão inofensivo que as partículas Beta podem ser anuladas com uma simples folha de papel. A vantagem do Tritium consiste no facto de brilhar continuamente, mesmo à luz do dia; a desvantagem está relacionada com uma vida limitada de cerca de uma dúzia de anos, sendo necessário substituir a pintura. Já a LumiNova é uma pintura luminescente passiva, precisando de carregar a sua energia com uma fonte externa – a exposição à luz, natural ou artificial. Tem brilho e longevidade superiores ao Tritium, embora perca a capacidade luminescente ao cabo de algumas horas e precise de receber novamente energia (luz) para voltar a brilhar.

O que é uma Manufatura no mundo relojoeiro?

Empresa relojoeira que integra no seu seio todas (ou quase todas) as etapas da concepção de um relógio. São raras as casas que ostentam o estatuto de Manufactura – geralmente marcas extremamente respeitadas na indústria pela sua capacidade autónoma de idealizar, projectar, confeccionar e testar os Calibres (mecanismos ou movimentos) para os seus próprios relógios.

Que tipos de Movimentos existem nos relógios?

Existem três tipos de movimento que fazem funcionar um relógio
Mecânico manual – a energia é fornecida pelo ato de dar corda à mão através da coroa.
Mecânico automático – a corda é fornecida por um rotor, geralmente, em forma de meia-lua que vai girando devido ao movimento do braço.
Quartzo – a energia é fornecida por uma pilha.

Que relação existe entre o Ouro e os Quilates?

Desde tempos remotos que o quilate é a medida padrão para a pesagem de pedrarias, sendo o seu valor relacionado com o das sementes da alfarrobeira. Só em 1907 é que se uniformizou mundialmente o quilate, correspondendo então a exactamente 200 mg (1/5 grama). A expressão quilate é invariavelmente conotada com o teor de ouro nas suas demais ligas para ourivesaria. Na origem desta relação estará um certo reinante que mandou cunhar moedas em ouro fino com o peso de 24 quilates (aprox. 4,8 gramas). Por alguma razão, a essas moedas, de peso uniforme, foram adicionados outros metais (como a prata e o cobre). A partir daí, as moedas passaram a representar não o seu peso total, mas o seu peso relativo em ouro. Daí ainda subsistir a expressão ‘ouro de 24 quilates’ para o ouro fino (teoricamente de 1000‰), e, pela regra dos três simples, as expressões ‘ouro de 18 quilates’ (750‰), ‘14 quilates’ (583‰), etc. Em Portugal, e até 1998, apenas era admitido o ouro de 800‰ para a maioria dos artefactos de ourivesaria. Não se compreende bem porquê, generalizou-se para tal a expressão ‘ouro de 19,25’ ou ‘ouro de 19 e um quarto’. Ora, a aritmética mais simples demonstra que na relação 24 está para 1000, assim como X está para 800, encontra-se o valor de 19,2 e não de 19,25! A culpa é da matemática…

Porque vale a Platina mais que o ouro?

A platina é um metal nobre particularmente raro e de elevado valor. Para se obter um único grama de platina é necessário extrair mais de 300 quilos de minério – enquanto que para se conseguir um grama de ouro são necessários ‘apenas’ 100 quilos. A platina também se funde a uma temperatura mais elevada (1.773º) do que o ouro (1.063º) ou a prata (960º) e apresenta um grau de dureza superior, um maior peso e uma maior resistência do que outros metais usados na joalharia e relojoaria; uma peça em platina pesa mais 35 por cento do que uma equivalente em ouro de 18 quilates. A platina é quase sempre utilizada numa liga muito pura (95% de platina).

O que é um calendário Perpétuo?

Designação para a mais elaborada complicação relojoeira relacionada com o calendário, já que indica a data, o dia da semana, o mês e o ciclo quaternário dos anos bissextos. A complexidade mecânica permite que várias peças e rodagens trabalhem em conjunto para calcular os meses com menos dias e fazer saltar a data para o início do mês seguinte, incluindo a variação nos anos bissextos. Geralmente, os calendários perpétuos são acompanhados da indicação das fases da lua e, se funcionarem sempre, só necessitarão de ser ajustados no ano 2.100 – ano bissexto em que o 29º dia de Fevereiro será ignorado para efeitos de correcção.

A água do mar faz bem aos colares de Pérolas?

Não obstante procederem de organismos que vivem no mar (assumindo que se tratam de determinado tipo de pérolas de cultura), as pérolas do seu colar não deverão ser levadas para banhos de praia por diversas razões: o seu furo vai expor o interior da pérola de cultura, nomeadamente o seu conteúdo orgânico, à alteração, com consequências negativas por vezes bem visíveis; a própria areia da praia, em particular na costa portuguesa, tem um elevado teor de quartzo e de outros minerais de dureza superior à do nácar da pérola (essencialmente aragonite) e isso pode comprometer a qualidade da superfície e brilho das mesmas; por fim, o uso dos produtos para a pele que se usam na praia, ora para bronzear ora para proteger, são também um risco para a integridade das pérolas – que são bastante sensíveis a ataques químicos. Assim, é altamente desaconselhável o uso de colares de pérolas na praia, em especial no banho. Contudo, não haverá melhor conjunto de Verão do que o brilho sedoso e nacarado das pérolas a contrastar com o bronzeado da pele, mas na praia talvez não!

Como se delimita a fronteira entre pedras preciosas e semi-preciosas?

É uma velha questão que ainda acompanha a gíria do nosso sector, mas que, desde há muito, está abolida do vocabulário técnico em joalharia (de acordo com a CIBJO – Confederação Mundial de Joalharia, a expressão “pedra semipreciosa” é considerada errada e até enganadora). A razão para tal é porque, como pergunta, não se pode delimitar uma fronteira entre gemas usando critérios de valor, pois existem inúmeras pedras ditas “semipreciosas” que podem ter valores muito elevados nos mercados (e.g. águas-marinhas, alexandrites, espinelas vermelhas, tanzanites, tsavorites, turmalinas, etc).

Como se abrevia o Quilate na Joalharia?

O quilate, em rigor denominado ‘quilate métrico’, é a unidade de peso padrão para os materiais gemológicos lapidados e também para o diamante em bruto, sendo que 1 quilate, com a abreviatura internacional ‘CT’ equivale a 200mg, ou seja, um quinto do grama. Esta unidade foi oficialmente introduzida em Portugal em 1911 como medida standard, tendo esta sido aprovada e definida pelo Comité Internacional de Poids et Mesures na sua conferência Geral de Paris em 1907.

Os Rubis podem ser cor-de-rosa?

A questão da cor dos rubis é muito interessante e antiga. O rubi não é mais do que uma safira vermelha, já que se trata do mesmo mineral, mas com cor diferente (tal como a ametista e o citrino que, sendo o mesmo mineral, o quartzo, têm cores e designações diferentes). O elemento que causa a cor no rubi é o crómio, que tem de existir em quantidade suficiente para dar origem a uma cor encarnada. Se a percentagem dessa impureza for insuficiente, origina-se uma cor rosa cuja tonalidade se vai esbatendo com a diminuição dessa percentagem. Nesse caso, e em bom rigor, a pedra não se poderá chamar rubi, mas sim safira rosa que, aliás, tem crescido em popularidade desde a descoberta dos jazigos de Madagáscar nos anos 1990.

O que se entende por horas Saltantes?

Particularidade de um relógio dotado de um mecanismo no qual o ponteiro das horas é substituído por um disco dotado de numeração horária, de 1 a 12. Um pequeno módulo adicional faz esse disco avançar para a posição (hora) seguinte passados 60 minutos, provocando o aparecimento do número seguinte na janela das horas existente no mostrador.

As Safiras do Ceilão têm sempre tonalidade clara?

O Ceilão, actualmente designado de Sri Lanka, é uma das mais antigas procedências geográficas para safiras, não só azuis, mas também de amarelo, dourado, rosa entre outras cores. Com efeito, a expressão “safira do Ceilão” ficou ligada a safiras de tom azul mais claro em virtude a relativa quantidade deste material que, pelo menos até aos anos 1980, procedia tradicionalmente desta ilha do Índico. Como expressão meramente comercial que se tornou, não pode ser interpretada como indicativa da origem da gema. Por outro lado, do Sri Lanka procedem também safiras de tom mais saturado e intenso, no que é entendido como qualidade extra no mercado, o que relativiza ainda mais a expressão. Resumindo, a expressão deve apenas ser entendida como um antigo termo comercial.

O que é o Taquímetro?

Trata-se da escala habitualmente patente nos mostradores ou aros de cronógrafos e que permite medir a velocidade de um veículo cronometrando o tempo em que se percorreu um quilómetro; o ponteiro de segundos do cronógrafo dá a leitura exacta da velocidade média a que o veículo percorreu esse quilómetro na escala taquimétrica do relógio.

O que são Turmalinas de paraíba?

As turmalinas de paraíba são, de facto, muito raras e atingem preços, por vezes, astronómicos na ordem das centenas de milhar de euros. O que as distingue das demais turmalinas é a sua cor, verde azulado intenso e um azul vivo muito característico, sendo, nos seus melhores exemplares, pedras extremamente raras. O seu nome advém do facto de, nos anos 1990, terem sido descobertas no estado de Paraíba, no Brasil, ocorrendo hoje também no estado de Rio Grande do Norte, na Nigéria e em Moçambique.

Um Topázio pode ser identificado como um quartzo citrino?

Não raras vezes (aliás quase sempre…), o quartzo citrino é denominado de topázio. Tal denominação é incorrecta e, em certos casos, pode assumir contornos melindrosos, já que, em bom rigor, não se está a descrever o produto com verdade. Esta situação recorrente dever-se-á ao facto de a cor do topázio amarelo e a do quartzo citrino ser a mesma, assim como é o mesmo o seu principal país produtor, o Brasil. A circunstância actual do topázio amarelo ter um valor comercial mais elevado do que o do citrino, e por o seu nome ser mais conhecido e sonante, é uma tentação para comerciantes menos escrupulosos e uma armadilha para consumidores e outros comerciantes menos avisados.

O que é o Vidro de Safira?

A tampa transparente da caixa de um relógio é por vezes referida como “vidro”. O cristal protege o mostrador na frente do relógio, mas também pode ser usado na parte de trás como fundo transparente, que permite ao usuário visualizar os intrincados detalhes do mecanismo do relógio, dando a sensação de que é “aberto”. A maioria das marcas de luxo usam o cristal de safira, que tem uma dureza 400 contra 50 para o vidro de janela e 100 para o quartzo. O cristal de safira é um vidro de relógio sintético extremamente duro e muito resistente a riscos. É extraordinariamente transparente proporcionando uma ótima visibilidade.